A entidade analisou 250 antivírus encontrados no Google Play, e colocou cada um deles contra 2.000 amostras de malware para Android detectado no ano passado. Ou seja, ameaças que já deveriam constar nos bancos de dados dos seus fabricantes.
E os resultados foram preocupantes: apenas 80 apps realmente detectaram mais de 30% das ameaças apresentadas, o mínimo para que um produto seja considerado eficaz. Entre estes estão todos os apps de fabricantes de renome na indústria de segurança, como Kaspersky, F-Secure, Avira, McAfee, Symantec, AVG, Avast, Panda, etc.
Outros 138 apps detectaram menos de 30% das ameaças, ou então apresentaram uma taxa de falsos positivos e falsos negativos absurdamente alta. Muitos usam um método primitivo de detecção: analisam apenas o nome do pacote que contém o App. Se ele não estiver em lista negra, é considerado seguro.
Ou seja, basta um app “fichado” apresentar uma “identidade falsa” e passaria batido por estes antivírus. Outros adotam a abordagem inversa: consideram que todos os apps são maliciosos, exceto os que estão em uma lista branca. Neste caso alguns apps, por descuido do desenvolvedor, detectaram a si próprios como ameaças.
Outros 32 apps analisados durante o estudo já foram removidos do Google Play. Muitos deles pareciam ter sido feitos numa “linha de montagem”, com interfaces idênticas e o único propósito de exibir anúncios, cobrar mensalidades ou mesmo enriquecer o currículo de seus desenvolvedores.
Portanto, fica a dica: ao procurar um antivírus para Android, fique com os produtos de grandes fabricantes que tem tradição neste setor.
E você, usa antivírus no seu smartphone Android? Ou acha desnecessário? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.
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