Aproximação: Acompanhe a revolução dos meios de pagamento

Aproximação: Acompanhe a revolução dos meios de pagamento

Há quem diga que a pandemia por coronavírus no ano de 2020 ensinou a valorizar a vida, mas há também aqueles que pensem que a pandemia só trouxe prejuízo. O que nós não podemos negar, é que uma das consequências desta pandemia foi a abertura à tecnologia que a mesma criou.

Muitos homens e mulheres estavam se abrindo às possibilidades tecnológicas com o passar do tempo, mas se não fosse o contexto de isolamento social, esta adesão teria seu percurso mais espaçado. Em 2014, um estudo da Mintel, multinacional fornecedora de inteligência de mídia e mercado, apontou que 67% dos brasileiros não compraram produtos online naquele ano e pelo menos 9% compraram apena sum item.

Na época, 30% dos consumidores (pesquisados) declaravam ter medo de fraude, principalmente se o site de compra fizesse solicitação de CPF. Em 2019 estes números já estavam diferente, no estudo da NZN Intelligence, vimos que 74% dos consumidores tinham preferência com a modalidade online em relação às compras realizadas em lojas físicas.

Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Credito e Serviços), o setor de cartões consolidou suas operações. Acompanhamos um aumento do uso e cartões de crédito, mas principalmente, das funções débito e a contratação de cartões pré-pago, no país.

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Crescimento do Setor de Cartões no 3° Trimestre / © Reprodução / Abecs - BALANÇO 3T20

Com a pandemia, em 2020, estes dados de compra foram alterados pelo medo de infecção e possível transmissão. Mas estes, eram dados de compra, algo simples que definitivamente viria a mudar com o passar dos anos. Mas a tecnologia foi além.

Quantos de nós não vimos propostas de serviços e produtos e não entenderíamos em qual contexto se encaixavam? Como por exemplo a vídeo chamada se não fosse para reuniões empresariais, ou então o QR Code, que ninguém imaginaria um dia utilizar. E até mesmo, os pagamentos digitais por aproximação.

A pandemia nos fez vivenciar a revolução dos meios de pagamento e a tendência é caminharmos para novos rumos da normatização dos pagamentos por meio digital.

Aqui no Brasil conhecemos como "Pagamento por aproximação", mas há também os nomes Connekt, Contactless, e o nome oficial da tecnologia NFC - Near Field Comunication. Que em tradução livre é Comunicação por campo de proximidade (CCP). Esta, possibilita a comunicação entre um smartphone e outros dispositivos sem uso de fios, apenas pelo toque/aproximação.

Esta, foi a proposta lançada pela Apple, em 2014, com o ApplePay. A mesma tecnologia passou a ser utilizada depois por cartões físicos de débito e crédito, e também por aplicativos de banco e fintechs com a criação dos cartões de débito/crédito virtuais. A função também é disponível em pulseiras e relógios digiais.

Segundo pesquisa da Global Kantar, 41% dos consumidores no mundo estão utilizando mais cartões de débito/crédito e pagamentos móveis. E o Banco do Brasil previa em setembro que até o final de 2020, cerca de 5 milhões de brasileiros solicitariam a emissão de cartões com a função NFC/CCP.

Para entendermos em números, do início de 2019, até junho de 2020, o uso da função cresceu de 6% para 18% segundo o DataFolha (dados divulgados oficialmente no Valor Econômico). E esta revolução veio para ficar. As pesquisas indicam que 48% dos brasileiros estão dispostos a manter o uso da ferramenta mesmo após o fim da pandemia.

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Compulsão da tecnologia NFC no 3° Trimestre / © Reprodução / Abecs - BALANÇO 3T20

Não só o medo de infecção abriu espaço para que as pessoas se desafiassem no universo das compras online e do pagamento digital, mas também os eventos do isolamento reforçaram a publicidade destes serviços.

A grande maioria das lives realizadas na internet (e na televisão) neste ano, convidavam os espectadores a fazerem doações em dinheiro por alguma causa, e estas doações podiam ser feitas através de aplicativos como o PicPay. O aplicativo fintech vinha ganhando visão do público, mas ganhou espaço na participação publicitária destas lives, reforçou seu marketing para vendedores e compradores.

Até 2019, eram abertas 500 mil contas por mês no aplicativo. Com a pandemia e o isolamento social, a revolução dos meios de pagamento aumentaram os cadastros mensais do aplicativo em até 500%. O presidente da empresa, Gueitiro Genso, declarou à Reuters (agência de notícias britânica) que “o isolamento social acelerou tendência de digitalização" e que com isso a empresa pôde crescer em contratação de mão de obra, gerando mais empregos no país.

Quem também atuou fortemente neste movimento, mas já vinha ganhando muito mais espaço em 2019, foi o Mercado Pago, empreitada do Mercado Livre. No segundo trimestre desde ano, as transações através do sistema de pagamento aumentaram muito em toda a América Latina. 

Não podemos nos esquecer que no meio destas tendências de pagamentos, já tivemos propostas que ainda não se realizaram como a transação via WhatsApp, Cartão de Crédito/Débito em NFC nos ônibus e metrô. Mas da maneira como tudo cresce e garante seu espaço, não podemos mais duvidar muito.

Conte-nos a sua opinião e qual a sua participação nesta revolução dos meios de pagamento. Deixe seu comentário!

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