Xiaomi é nova "inimiga" dos EUA: quais as implicações de uma possível sanção?

Xiaomi é nova "inimiga" dos EUA: quais as implicações de uma possível sanção?

Desde novembro do ano passado, a Xiaomi vem enfrentando séries acusações do governo dos EUA - que podem ocasionar em sanções bem sérias.

Assim como aconteceu com a Huawei, empresa chinesa acusada pelo então presidente Donald Trump de espionagem, a Xiaomi se deparou com acusações de que seria uma "empresa militar comunista chinesa" (sim, esses termos foram colocados juntos) que estaria trabalhando contra os EUA. 

Desde então, muito tem se especulado, uma vez que um bloqueio por parte dos EUA pode acarretar no fim do uso do Android - sistema operacional estadunidense - e da Google Play Store. Isso levaria a Xiaomi a ter que se "reinventar", lançando seu próprio sistema operacional ou até mesmo fechando uma possível parceria com a Huawei para uso da HarmonyOS. 

Tudo isso, no entanto, não passava de possibilidades frente ao problema que vinha se colocando no fim de 2020 - e que acarretou em uma queda significativa nas ações da Xiaomi, além de um prejuízo bilionário. 

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Xiaomi vem tentando se manter no mercado estadunidense / © NextPit

Xiaomi processa governo dos EUA e tenta se garantir no mercado

Nesta semana, porém, novos capítulos dessa trama viraram notícia. A Xiaomi decidiu processar o governo nos EUA, negando ser uma "empresa militar comunista chinesa". 

O processo foi anunciado no último dia 31, mas foi aberto dois dias antes, na corte do distrito de Colúmbia, onde está Washington. Os alvos são dois departamentos do governo estadunidense: o Departamento de Defesa e o de Tesouro. 

Em um comunicado oficial, a Xiaomi afirmou que a decisão dos EUA de a incluir na lista de empresas inimigas "foi factualmente incorreta e privou a empresa de devido processo legal" e que tomaria "as medidas adequadas para proteger os interesses da empresa e de suas partes interessadas".

Donald Trump fora do cargo... e agora?

Um fator de extrema importância para ditar o futuro da Xiaomi nos EUA é a eleição de Joe Biden, que aconteceu no ano passado. O agora presidente dos EUA, acredita-se, poderá interferir a favor de uma aproximação entre os EUA e empresas chinesas acusadas por Trump. No entanto, ainda é cedo para afirmar, com certeza, se essa será a postura de Biden. 

Até o momento, tudo o que se sabe é que a Xiaomi vem tentando recorrer diante das acusações do governo - e que já vem sentindo os prejuízos.

As vendas da Xiaomi no Brasil podem ser afetadas?

A relação do Brasil com a China não vem sendo das melhores, mas os países continuam com fortes parcerias mercantis. Assim, é difícil que a decisão dos EUA prejudique o Brasil, caso os consumidores ainda queiram adquirir produtos da marca diante da possibilidade de um sistema operacional próprio. 

Caso contrário, aí sim poderíamos falar em uma queda de popularidade da Xiaomi, assim como ocorre com a Huawei. Tudo vai depender, porém, do desenrolar do processo, que acabou de começar.  

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