Facebook quer processar Apple por "práticas anticompetitivas"; entenda

Facebook quer processar Apple por "práticas anticompetitivas"; entenda

A briga entre Apple e Facebook parece realmente longe de chegar ao fim. Na última quinta-feira (28), o site The Information publicou que a rede social pode processar a fabricante de smartphones por "práticas anticompetitivas".

O processo gira em torno das regras da Apple Store, que levaram o Facebook a afirmar que a empresa estaria abusando de seu poder no mercado para forçar desenvolvedores a seguir suas regras. Enquanto os demais aplicativos - como o Google - se adaptam às novas exigências, o Facebook parece estar determinado a não baixar a cabeça.

Apple: qual é a nova política de privacidade da App Store

A nova política de privacidade da loja de aplicativos da Apple quer impedir que os apps rastreiem suas atividades nos smartphones. Segundo a estadunidense, é importante "proteger o direito fundamental dos usuários à privacidade, e fornecer ferramentas que os permitam entender quais apps e sites podem estar compartilhando seus dados com outras empresas". 

Também na última quinta-feira (28), a Apple publicou um documento explicando detalhadamente como as empresas podem fazer uso de dados dos usuários para fins de marketing. A nova política de privacidade visa fazer com que os aplicativos peçam sempre permissão aos usuários antes de acessar seus dados.

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Aplicativos da App Store devem se adaptar a nova política de privacidade / © NextPit

Isso impediria o acesso irrestrito de empresas às atividades dos usuários, já que muitos podem optar por simplesmente não compartilhar suas informações.

As mudanças foram suficientes para irritar o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que tem andado na contramão da política da Apple, permitindo inclusive que o WhatsApp compartilhe dados com o Facebook para traçar ainda melhor o perfil consumidor dos usuários das redes. 

As práticas do Facebook têm, inclusive, rendido boas críticas por parte da Apple, que não considera a rede social segura e a acusa de "priorizar teorias da conspiração e incitamento violento simplesmente por causa de suas altas taxas de engajamento". 
 

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