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Google Home: mais evoluído, mas longe de ser uma necessidade

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© Screenshots: NextPit

Assim como evoluímos do computador para o smartphone, a Google está trabalhando no que Sundar Pichai chamou de "movimento de um mundo mobile-first para AI-first. Aqui, a inteligência artificial é que terá um papel fundamental. Para tanto, uma das apostas da empresa é o Google Home, o alto-falante ativado por voz, que usa o assistente inteligente da Google para ajudar em diferentes tarefas do cotidiano.

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Importante

  • Onde comprar: a partir da Google Store nos Estados Unidos e Reino Unido; entre junho e setembro deste ano em países como Canadá, Austrália, França, Alemanha e Japão. O gadget não tem previsão de lançamento no Brasil.
  • Disponibilidade: nos Estados Unidos, o Google Home está disponível desde 2016. No Reino Unido, desde abril de 2017. Nos demais países, entre junho e setembro.
  • Novas funções: devem chegar ao assistente nos próximos meses.

O Google Home ficou mais inteligente

"Ok, Google!", "Hey, Google", estes são os comandos para ativar o Google Home e começar uma conversa com o dispositivo. Isso mesmo, uma conversa. De acordo com Scott Huffman, VP do Google Assistente, a função do assistente no Google Home é funcionar como um motor de buscas individual, no qual a entrada e saída de dados se dá pela voz, mas de forma "conversacional".

No entanto, isso não significa que teremos um verdadeiro diálogo com a máquina, mas em vez de usar palavras-chave, podemos fazer perguntas ou solicitações como para um colega de trabalho ou um amigo, sem problemas com contexto. Isso é possível porque o Assistente trabalha em três níveis para entendimento:

reconhecimento de voz + compreensão de linguagem natural + significado contextual

Assim, o Google Home pode discernir entre diferentes vozes, o que torna o uso do aparelho mais democrático e personalizado dentro de casa. Lançado na mesma época do ano passado, o dispositivo passa a oferecer novas funções com a evolução do Google Assistente e o aprendizado de máquina.

Mais prestativo

Com base no conhecimento sobre os usuários, tal como o acesso à informações do calendário ou email, o Google Home passa a oferecer alertas - ou notificações - sobre lembretes, situação atual do tráfego entre o trajeto de casa para o trabalho, ou atrasos em transportes públicos. Ou seja, vai agir de forma proativa.

Uma curiosidade, o Home vai funcionar quase como o LED de notificações do seu smartphone, pois vai emitir luz para entregar informação relevante, mas parra receber, o usuário terá que perguntar o que o Home quer. Tão humano quanto reconhecer uma expressão e perguntar "o que foi?".

Uma das grandes vantagens do Home é a sua permear a gama de aplicativos e serviços da Google que usamos no dia-a-dia, aos quais nos acostumamos. Então, em especial a busca por informações e orientação pelo Mapas. Agora, o Home está apto a conectar com outros dispositivos via Bluetooth, abrindo assim mais opções de áudio através do alto-falante, em especial, para tocar música de canais ainda não suportados pelo dispositivo direto de aparelhos Android ou iOS.

Mais livre

Outro recurso que deveria ter integrado o sistema desde o início, mas só chegará nos próximos meses, é a possibilidade de realizar chamadas do fixo ou do móvel através do Home. Como quase tudo anunciado durante o IO17, no entanto, terá certas limitações. Como a sede da Google é nos EUA, a base de testes é praticamente limitada a este país e o Canadá. Logo, a cobertura deste serviço será, no momento, restrita a estas duas regiões.

Mais conectado

O leque de serviços de streaming reconhecidos (ou suportados) pelo Google Home vem aumentando. Spotify, Deezer e SoundCloud são ativados e reconhecidos para música. Em relação à transmissão de vídeos, foram incluídos HBO Now e Hulu. No entanto, ainda é cedo para dizer se o Home poderá ser a central de mídia da casa, pois ainda levará um tempo para entregar a experiência de serviços como Android ou Apple TV, devido à natureza de uso com as mão livres.

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O suporte para áudio de vídeo aumentou / © Screenshots: ANDROIDPIT

Aliás, em relação à TV, os engenheiros de software da Google estão construindo uma interface para TV para o Home. Isso significa que, além da voz, a máquina vai poder mostrar informações usando a televisão como meio. Assim, você poderá ver informações no seu calendário ou mesmo visualizar quais são as opções de restaurantes próximos abertos.

Mais integrado e conveniente

O Google Assistente e o Google Home estarão mais integrados. Qualquer fabricante poderá oferecer suporte à inteligência artificial da gigante das buscas em seus produtos. São mais de 70 empresas construindo dispositivos inteligentes capazes de trabalhar integrados ao Google Home e ao Assistente.

Aliás, com o auxílio do Actions on Google, e a adequação deste serviço pelos desenvolvedores, o Home é capaz de ajudar na compra de itens via internet, por exemplo. Imagine que você vai pedir uma comida no iFood, com um comando de voz, o Assistente fará a busca pelo prato que você deseja, oferecerá opções como bebida e informará todo o processo de pagamento até o momento em que você vai validar o pagamento, ou via senha ou impressão digital.

Assim, sabendo o que você precisa ou deseja comer, essa "entidade digital" realizará todo o processo para você. 

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Cada vez mais integrado, o Home pode oferecer mais aos usuários / © Screenshots: ANDROIDPIT

Mais evoluído

"A inteligência artificial está começando a dar resultados que as pessoas realmente podem vivenciar". Esta frase é do CEO do Google, Sundar Pichai, e se você possui um smartphone, sabe que ele não está errado. Porém, não vivo nesta mesma bolha AI e, ainda não tive a oportunidade de testar o Google Home, ou mesmo o Google Assistente no meu idioma nativo, pois o Assistente estará disponível em português apenas nos próximos meses. 

Mas apesar de assistir ao Google IO e me sentir fora da festa, percebo a evolução do Assistente de Inteligência Artificial e do Google Home, que considero a ferramenta pura da aplicação do Assistente, pois não existe outra alternativa para interação a não ser voz.

Em 2017, pessoas fora dos EUA poderão ter uma experiência com o Home, mais idiomas estarão disponíveis e vamos ter uma noção maior da implementação da inteligência artificial em nossas vidas. Com a proliferação deste hardware, teremos os servidores da Google computando dados e mais dados e a tendência é que a tecnologia se desenvolva ainda mais rápido. Assim foi com os computadores, com os smartphones, e assim será com a AI.

Como você sabe, a Google não é uma empresa de hardware, e (in)felizmente por isso, logo depois de grandes anúncios, dificilmente temos a chance de comprar um dispositivo depois da sua apresentação. O Google Home deve chegar a mais mercados apenas entre junho e setembro e, neste momento, ficamos com questões em aberto: será que este é apenas um atalho para a barra de busca da Google? Será que a atual velocidade de conexão é suficiente para entregar uma boa experiência com AI? Quão útil o Assistente do Google pode ser em um dispositivo diferente do meu smartphone? Qual limite de informação é necessário para se ter uma boa experiência com o Home? Será este um gadget necessário?

Essas são perguntas que vou poder responder assim que fizer um review do Google Home. Neste momento, levando em consideração o tempo e as mudanças trazidas à plataforma desde o seu lançamento, posso dizer que o Home parece uma boa ideia, mas em conjunto com todo um ecossistema de dispositivos conectados. Levando em consideração o atual universo de dispositivos com suporte para o Google Assistente, ainda vai levar um tempo "vivermos a AI".

E aí, em uma escala de 0 à 10, como você avalia a AI na sua vida? Sendo que zero está para "nenhuma experiência com AI neste momento" e 10 para "meu nome é AI".

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Os comentários favoritos dos leitores

  • Léo Walk 18/05/2017

    Sinceramente, eu ainda fico besta quando faço pesquisas usando o Google Now ou peço pra ele abrir algum aplicativo, tocar músicas, enviar mensagens, etc. Que venha logo essa experiência super interativa.

24 Comentários

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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
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  • Vili Beck 07/08/2017 Link para o comentário

    Eu resolvi arriscar alguns meses atrás, comprei um e minha experiência foi tão boa que já tenho 3 em casa. Só com o Google Home você consegue uma boa central multimídia controlada por voz, acesso a informações sobre clima, sua agenda e algumas outras curiosidades, mas se você tem um Chromecast os resultados são surpreendentes, ele exibe suas fotos na categoria que você perguntar, por exemplos "fotos de praia", "Fotos de gatos", "Fotos de amigos", sem que você tenha que catalogar nada previamente. Permite também ligar a TV e conectar a Netflix e tocar o filme selecionado, além de permitir selecionar áudio, legenda comandos play, pause, resume, etc. Funciona parcialmente também com HBO Go. Pra quem tem acessórios de smart home ele fica perfeito, os meus equipamentos não tem comparatibilidade direta, mas com alguns aplicativos como Tasker, RM Plugin e Autovoice (demanda alguma programação) e muita teimosia, consegui compatibilizar e automatizar tudo. Quando comprei tinha apenas a opção de inglês americano, hoje já tem 7 idiomas, sendo algumas variações de inglês, alemão e francês, pra ficar perfeito, falta só ele compreender português!


  • Sávio 25/07/2017 Link para o comentário

    Olá sobre atualização do Google home, tem alguma previsão?


  • DarkHid 19/05/2017 Link para o comentário

    Sentimento de tecnologia apenas bonita de se ver ou mostrar pros outros é maior que a vontade de comprar.


  • Deivis Schuman 19/05/2017 Link para o comentário

    Ainda preciso testar o "Ok Google"!
    Estou totalmente atrasado! ^^

    Conta desativada


  • Denis 19/05/2017 Link para o comentário

    É... esse é o caminho para o futuro. É um pouco assustador, não?


  • Daniel 19/05/2017 Link para o comentário

    A inteligência artificial vem rompendo barreiras e demonstrando que ainda pode nos surpreender com a evolução da tecnologia. Dos smarts para os domicílios, isso é promissor.


  • Léo Walk 18/05/2017 Link para o comentário

    Sinceramente, eu ainda fico besta quando faço pesquisas usando o Google Now ou peço pra ele abrir algum aplicativo, tocar músicas, enviar mensagens, etc. Que venha logo essa experiência super interativa.


  • José Luís Silva Martiniano 18/05/2017 Link para o comentário

    Sinceramente, até o presente momento, não me foi apresentado e estou seguindo a vida sem a necessidade desse recurso.


  •   93
    Conta desativada 18/05/2017 Link para o comentário

    Muito interessante mesmo, mas não me vejo utilizando! Não uso nem os serviços de voz no smartphone.
    Aliás o Ok Google de vez em quando me assusta de madrugada! É um teste pra cardíaco aquela voz no silêncio do quarto.
    Ou minha namorada pergunta: Quem é essa que está na sua casa? Após escutar um: Desculpe, eu não entendi! rs....


    • Deivis Schuman 19/05/2017 Link para o comentário

      Bem sinistro aquela voz do "Ok Google" de noite na hora do silencio brother Neri!
      Concordo contigo!

      Conta desativada


  • Douglas 2 18/05/2017 Link para o comentário

    Muito bom,tinha algumas duvidas sobre este projeto da google,alias gostaria muito de testar,assim como estou testando um robô aspirador e nao tenho nada a reclamar..


    • Camila Rinaldi
      • Admin
      • Equipe
      18/05/2017 Link para o comentário

      Somos dois, também quero testar!


      • Bruno Barbosa 20/05/2017 Link para o comentário

        Eu tenho em casa e sinceramente não vejo muita utilidade por enquanto, fica muito restrito à abrir um aplicativo e só, espero que em uns anos seja mais intuitivo como por exemplo abrir o Netflix, me indicar um seriado novo ou mesmo após abrir o aplicativo permanecer conectado ao mesmo e abrir um filme/série com um comando de voz, o preço é relevante pelas funções pois paguei 100$ no meu + 60$ no Chromecast​ Ultra mas ainda assim não acho que vale o investimento, é apenas um luxo desnecessário

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