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Mais de 1 milhão de cartões foram vazados no Brasil em 2020; como se proteger

Mais de 1 milhão de cartões foram vazados no Brasil em 2020; como se proteger

A pandemia de COVID-19 causou muitas mudanças em 2020, sendo uma delas o aumento significativo de compras online. Atrelado a esse fator, o número de vazamento de dados de cartões de crédio e débito também cresceu.

Um relatório organizado pela Axur, especializada em riscos digitais, mostra que, em 2020, foram vazados 2.842.779 cartões de crédito e débito no mundo todo. A surpresa? 1,29 milhões deles foram vazados somente no Brasil.

O país foi líder no número de casos de vazamento de cartões durante os três primeiros trimestres. Somente no último, os EUA o ultrapassaram, com 53,2% do total de cartões.

Não é novidade para ninguém que o e-commerce é extremamente visado por criminosos. Não por acaso, 41,1% dos golpes no ano inteiro aconteceram em lojas virtuais, sobretudo durante a Black Friday, que ocorreu em novembro.

Ataques do tipo "Phishing" são os que mais costumam ocorrer. Neles, os cibercriminosos enviam e-mails se passando por empresas, anunciando promoções e induzindo os destinatários a clicarem em links maliciosos. 

O gráfico abaixo mostra os setores mais afetados por ataques do tipo phishing. O e-commerce lidera, seguido de SaaS/Webmail (31,8%), bancos e empresas do ramo financeiro (25,3%) e programas de milhas ou linhas aéreas (1,4%).

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© Axur

Senhas roubadas

Outro apontamento feito pelo relatório consiste no aumento de roubo de credenciais. Durante o ano passado, 397,42 milhões de senhas foram roubadas no mundo, sendo 7,98% delas de domínios corporativos. 15,43 milhões ocorreram em domínios brasileiros.

As informações podem ser vistas no gráfico abaixo:

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© Axur

Roubo de dados bancários e senhas: como se proteger

Falar sobre os cuidados a serem tomados para evitar o acesso de criminosos a cartões e senhas nunca é demais. Algumas precauções a serem tomadas são:

  • Evite, a todo custo, o cadastro em sites ou aplicativos considerados suspeitos ou com pouca segurança.
  • Verifique as avaliações dos aplicativos na Play Store e mantenha o seu smartphone e PC sempre atualizados - e isso inclui o antivírus. Evite fazer compras em sites que não tenham o símbolo de cadeado ao lado da barra de endereços, ou não sejam listados como seguros pelo navegador. 
  • Caso não seja estritamente necessário, não cadastre seu e-mail em sites de empresas. Isso pode facilitar o acesso de cibercriminosos e ocasionar o envio de phishing. Quanto menos seus dados estiverem expostos na web, melhor. 
  • Em hipótese alguma compre em sites que tenham sofrido com brechas de segurança, a não ser que a falha já tenha sido corrigida. Antes de iniciar a sua compra, pesquise sobre o nome da loja e verifique informações do site. Veja se o CNPJ, endereço e outras informações importantes são exibidas logo na página inicial. Caso contrário, desconfie.
  • Não clique em links de e-mails suspeitos ou que não sejam oficiais de empresas. No caso de e-mail de banco, lembre-se de que nenhuma instituição é autorizada a pedir senhas para os clientes - e isso inclui os três dígitos na parte de trás de seu cartão de crédito. Em caso de dúvida, ligue diretamente para a sua agência bancária.
  • Por fim, mensagens de texto também podem ser usadas para golpes. Por isso, caso receba algum link suspeito, não clique. Atualmente, criminosos têm usado até mesmo o WhatsApp para aplicar golpes, clonando o número de parentes e familiares. Desconfie de qualquer conteúdo suspeito e, na dúvida, ligue para a pessoa.

Esses são alguns dos cuidados principais que você pode tomar para evitar golpes. Se você conhece algum outro, não deixe de compartilhar com a gente nos comentários!

Fonte: Ciso Advisor

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