O smartphone topo de linha está (aos poucos) morrendo

O smartphone topo de linha está (aos poucos) morrendo

Plus, Pro, Max, T ou Ultra? A relevância do 'carro-chefe' está afundando na indústria dos smartphones. Esta noção de que um produto se separa dos demais devido a sua alta qualidade e as tecnológicas embarcadas, perdeu todo o significado e, acima de tudo, a identidade.

Sem cair na armadilha do "era melhor antes", em referência ao tempo em que a Apple e a Samsung marcaram o ritmo no mercado, ao lançarem um grande topo de linha por ano. A ascensão de novos fabricantes, como a Xiaomi/Redmi e a OnePlus, com os seus "intermediários matadores", tornou a linha entre a gama alta e média mais tênue e expôs suas fragilidades.

O carro-chefe está morto, mas não estamos aqui para falar de uma morte comercial. O produto mais top de um portfólio deixou de ser o objeto de desejo de muitos usuários, e levantamentos recentes mostram que menos de 1% dos consumidores estão dispostos a pagar 1.000 dólares ou mais em um topo de linha. A lista com os smartphones mais vendidos em 2019 revela outro dado surpreendente: os 7 mais vendidos no ano passado eram intermediários. 

A conclusão aqui não poderia ser menos óbvia: canibalização. Outros segmentos do mercado, que se adaptaram às exigências de novos consumidores, estão engolindo os topos de linha. Eles resistem, mas a verdade é que, aos poucos, esses produtos estão perdendo sua razão de existência.

apple iphone xr 02

Quando o último se torna o do meio

Com o lançamento do iPhone 11, em Setembro de 2019, a Apple virou totalmente o seu catálogo de cabeça para baixo. O iPhone 11, embora seja um modelo numerado (como o iPhone 7 ou o iPhone 8, por exemplo, ambos os ex-topos de linha), passou a ser um produto verdadeiramente intermediário. 

Uma escolha lógica quando vemos o recorde de vendas do iPhone XR desde o seu lançamento em 2018, e isso explica porque a Apple resolveu dividir o glamour de um único modelo em três partes. Este fenómeno não é exclusivo dos iPhones - é observado com o Samsung Galaxy S20/S20+, S20 Ultra. A gama média também não foi poupada: a Xiaomi lançou cinco variações do Mi 9 em um curto espaço de tempo.

Por fim, devo concluir que, atualmente, os topos de linha estão se tornando, digamos, menos identificáveis. Você pode levar um produto refinado para casa por menos dinheiro.

 

ÚLTIMOS ARTIGOS no NextPit

Recomendado pelo NextPit

11 Comentários

Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

  • Eu já tive alguns modelos de várias marcas, Motorola, Samsung e atualmente estou experimentando o Zenfone Max shot 64Gb e me atende com poucas melhorias em relação aos anteriores.
    Estabeleci uma meta de valor para aquisição dos meus smarts e quando preciso trocar de aparelho, as minha trocas são pautadas nas questões de uso pessoal e trabalho.


  • Quem precisa de algo melhor que um Galaxy A50?


  • A verdade é que um bom intermediário premium, já cumpre a tarefa de 90% dos usuários comuns, para jogos, redes sociais, produtividade e etc.
    Sou da seguinte opinião, cada um gasta seu dinheiro como lhe convir mas não vejo sentido gastar as cifras que é pedido num top de linha embora tenha toda a tecnologia mais atual embarcada, se o top é desejável compre um do ano anterior do qual a potência e utilização ainda é o suficiente por pelo menos mais uns 2 ou 3 anos tranquilamente, eu mesmo possuo um Mi Note 2 que foi lançado no final de 2016 e adquiri no início de 2017 por menos de R$ 800,00 numa promoção da Black Friday chinesa, e esta ótimo até hoje.


  • O que me interessa num smartphone não é a categoria (top,intermediário...) e sim uma configuração que atenda as minhas necessidades,ao longo do tempo tive Samsung Galaxy, Moto E e já faz 2 anos que estou com o zenfone 4 selfie e estou adorando, só vou trocá-lo quando achar necessário devido aos aplicativos,bateria e afins....pretendo não mudar de marca....queria sair do eixo LG,Moto,Sung e não me arrependo...


  • Demorou, mas as pessoas estão vendo que mesmo pagando menos, são atendidas da mesma forma!


  • Eu tenho um Moto G2 e ainda consigo sobreviver. Um Redmi 5 plus além de ser barato consegue atender a maioria dos consumidores que são usuários comuns de redes sociais e alguns jogos.


  • "refinado", em partes. A idéia comercial é sem dúvida real. Pessoas procuram intermediários por que descobriram que não precisam dum spd 865+.

    Hoje um 730 equivale em desempenho ao saudoso 805, mas o mesmo nao pode ser dito dum 630, 665....

    Outra coisa é: quando a Oneplus lançou algum intermediário??


  • Tenho um intermediário de 2 anos (ASUS) e ele me atende muito bem até hoje. As vezes, assistindo unboxing e primeiras impressões no youtube, bate aquela vontade de adquirir um celular novo e mais potente. Então para o e penso: pra que vou gastar um mês de trabalho para adquirir algo um pouco melhor do que já tenho, sendo que o que tenho me atende muito bem?


  • Depois do escândalo da Apple sendo condenada pela justiça dos E.U.A. para indenizar milhares de clientes Americanos, por causa de suas atualizações que "canibalizam" modelos antigos te pergunto... Valeu a pena esses clientes investirem fortunas nos aparelhos da maçãzinha top de linha ???


  • O preço dos dobráveis já quebra este paradigma de que os top de linha estão morrendo , possuem uma fatia um pouco menor do mercado do que 3 , 4 anos atrás, e continuo com a minha teoria de que é muito mais sensato comprar um top do ano passado do que um intermediário deste ano.


  • Vejamos alguns detalhes:
    1 - os aparelhos tops estão tão caros e têm uma margem de lucro tão grande que não precisam mais vender números exorbitantes para garantir o sorriso dos executivos. A diferença de preço de um smart top para um intermediário é, hoje, maior do que era quando a Motorola apresentou o Moto G (o divisor de água para os intermediários);
    2 - quem compra um top, seja da marca que for, tende a ser mais fiel à marca do que quem recorre a intermediários. Quem escolhe aparelhos de entrada tem no preço a principal motivação de compra;
    3 - aparelhos tops são cada vez mais desnecessários porque os intermediários são cada vez mais "cumpridores" daquilo que se espera de um bom smartphone. Um bom intermediário atual é bem superior a um top de poucos anos atrás.

Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.