Google Pixel 6 deve trazer novo design e processador exclusivo

Google Pixel 6 deve trazer novo design e processador exclusivo

Mesmo com alguns imprevistos em 2020, a linha de celulares Pixel continua viva dentro do Google, pelo menos é o que indicam boatos não apenas sobre uma nova geração do smartphone, como também sobre um novo visual e até mesmo um SoC desenvolvido pela própria empresa. Reunimos a seguir as principais informações (e boatos) sobre o novo celular.

  • Pixel 6 é esperado para o quarto trimestre de 2021;
  • Celular deve chegar às lojas já com o novo Android 12;
  • Boatos indicam o uso de um processador projetado pelo Google.

2020 foi o ano em que a linha Pixel fugiu um pouco da receita tradicional de especificações topo de linha, adotando o SoC intermediário Snapdragon 765G no lugar de um modelo da série 800. O mesmo processador foi usado no Pixel 4a 5G, de uma categoria inferior, tirando um pouco do encanto do Pixel 5.

Neste ano, ao que tudo indica não apenas o processador reserva algumas surpresas, como também o design do modelo, que promete uma mudança muito maior do que as adotadas nas outras gerações do Google Pixel.

Pegue um atalho

Novo design para a família Pixel

Enquanto os celulares da linha Pixel apresentaram alterações visuais graduais a cada versão, o Pixel 6 prepara uma surpresa para quem está acostumado com o design conservador usado pelo Google — inclusive adotando com um certo atraso tendências como bordas finas e câmeras múltiplas.

Segundo o repórter Jon Prosser, a nova geração de smartphones do Google trará um novo visual, com destaque para o módulo de câmera traseiro organizado na horizontal. Caso o boato se confirme, será o fim do estilo adotado desde o Pixel 4 com um módulo fotográfico quadrado, usado até mesmo pelo Pixel 4a e sua câmera única.

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Volta o acabamento em dois tons, mas módulo quadrado de câmera é substituído por faixa horizontal / © RendersbyIan, Jon Prosser

Enquanto a única grande mudança estética na parte frontal é o posicionamento central do recorte circular para a câmera de selfie, a imagem sugere a integração de um leitor de digitais sob a tela, abandonando o sensor na parte traseira usado desde o primeiro Pixel — e antes dele, nos aparelhos da linha Nexus. Referências a um sensor integrado à tela foram encontradas no Developer Preview 2 do Android 12, reveladas pelo site XDA Developers.

Por outro lado, a renderização indica o retorno do acabamento em dois tons, estilo usado do primeiro Google Pixel até o modelo Pixel 3a. Neste ponto, o informante Max Weinbach afirmou em sua conta no Twitter que as cores mostradas por Prosser não são as mesmas que foram reveladas a ele, mas que o design em si está correto, segundo suas fontes.

Google Silicon? Pixel 6 deve contar com SoC customizado

Um boato que circula há alguns meses é sobre o provável processador do Pixel 6, identificado pelo codinome Whitechapel. De acordo com o site 9to5Google, o chip traz o identificador GS101, supostamente uma sigla para "Google Silicon". Detalhes sobre o SoC são esperados para o evento Google I/O, meses antes da apresentação do próprio celular.

Desde 2020, rumores indicam que o Google estaria trabalhando com a Samsung SLSI — responsável pelo projeto da linha Exynos — para o desenvolvimento de um processador. O uso de um SoC próprio marcaria o fim da exclusividade dos chips Snapdragon, usados em todos os modelos da linha Pixel.

Segundo documentos vistos pelo site, o processador Whitechapel deve trazer algumas características semelhantes aos dos chips Exynos, citando como exemplo tanto elementos de hardware quanto de software.

Apesar de o 9to5Google não ter divulgado detalhes sobre a configuração de CPUs e GPUs do Whitechapel, o mais provável é que o SoC conte com as CPUs de alto desempenho ARM Cortex-X1 e A78, em conjunto com os núcleos de alta eficiência Cortex-A55.

Já para a GPU, ainda não se sabe se o SoC contará com os núcleos ARM Mali-G78 — usados, por exemplo, nos Exynos 2100 e 1080 —, ou se marcará a volta da AMD às GPUs mobile com a linha Radeon (prima distante de seu anagrama Adreno, continuação da linha ATI/AMD Imageon), após o anúncio da parceria da fabricante com a Samsung em junho de 2019.

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Comunicação UWB poderia ser usada com o hipotético Pixel Watch / © RendersbyIan, Jon Prosser

Conectividade UWB (ultra wide band)

Outra revelação do 9to5Google é de que o Google estaria testando o sistema de comunicação sem fio UWB. O recurso é usado em dispositivos Apple e Samsung para os acessórios de rastreamento de objetos — AirTag e SmartTag, respectivamente —, além de serviços de reconhecimento e configuração automática.

Referências ao recurso já podem ser consultadas no código-fonte do sistema Android, voltadas para determinar a distância entre diferentes dispositivos. De acordo com o repórter Mishaal Rahman, o sistema UWB está em testes e ainda não está garantido para o Pixel 6, ou mesmo como o Google pretende usar o recurso.

Modelos e preços esperados

O vídeo de Jon Prosser com o vazamento do design do Pixel 6 mostrou não apenas o novo visual da linha, como também o retorno de duas versões diferentes para o celular — a atualização de 2020 não contou com um hipotético "Pixel 5 XL".

Prosser identificou o modelo maior com o sufixo "Pro", no lugar do tradicional "XL". Nas renderizações feitas pelo designer Ian Zelbo, o Pixel 6 Pro conta com um conjunto triplo de câmeras, contra uma configuração dupla no modelo base. O youtuber não divulgou outras possíveis diferenças entre os modelos.

Apesar de ter divulgado as imagens, Prosser afirmou não saber as especificações das lentes usadas. Mesmo assim, especula-se que o Pixel 6 conte com uma câmera auxiliar ultrawide, enquanto o modelo Pro poderia trazer uma lente teleobjetiva, usada no Pixel 4, mas substituída pela ultrawide no 5.

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Pixel 6 (esq.) e Pixel 6 Pro contam com configurações diferentes de câmeras / © RendersbyIan, Jon Prosser

Pistas sobre o modelo com tela maior foram reveladas por um editor do site XDA Developers, com uma opção nas versões de teste do Android 12 para o modo "Silky Home", que ajusta a exibição da interface para facilitar o uso com apenas uma mão.

Quanto aos preços, as mudanças recentes da linha dificultam uma previsão — enquanto o Pixel 4 foi lançado com especificações topo de linha e um preço de 800 dólares (cerca de R$ 4.300), o Pixel 5 trouxe um SoC intermediário e preço reduzido para 700 dólares (R$ 3.700).

Os sites Tom's Hardware e TechRadar preveem que o Pixel 6 terá preço sugerido próximo dos 700 dólares do Pixel 5 — considerando os preços atuais semelhantes do iPhone 12 mini e do Samsung Galaxy S21. Um bom indicador do posicionamento do Pixel 6 será a configuração do processador usado, mas ainda há tempo até a apresentação do celular.

Pixel 6: data de lançamento

Mesmo com os atrasos na chegada da linha 4a, o Pixel 5 se adiantou por um dia ao cronograma de lançamentos do Google para seus flagships, lançados no mês de outubro desde o primeiro modelo. Por esse motivo, espera-se que o Pixel 6 também seja lançado em outubro de 2021, com a possibilidade de um anúncio ainda em setembro.

Caso a tradição seja mantida, o novo Pixel chegará às lojas poucas semanas depois do lançamento da versão estável do Android 12, prevista para setembro e esperada para equipar o novo smartphone.

Por enquanto é isso o que sabemos sobre o novo celular Pixel do Google. Encontrou alguma informação nova sobre o smartphone? Compartilhe conosco nos comentários que manteremos esta página atualizada com as novidades e rumores sobre o Pixel 6.

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5 Comentários

Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
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Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.

  • Os admiradores da propalada experiência do Android puro que sonham com o Pixel 4, 5, 6 e por aí vai, tem a sua disposição aqui mesmo no Brasil, e em qualquer loja da esquina (e gastando várias centenas de Reais a menos) os aparelhos da Motorola by Lenovo. Também é de se questionar o motivo da Google só se interessar na venda da Nest Audio e o Chromecast no Brasil. Daí (no meu conceito) essa estreia do novo Pixel 6 ficará meio enevoado por aqui.


    • Camila Rinaldi
      • Admin
      • Equipe
      há 1 mês Link para o comentário

      Assim, a Motorola tenta se passar por Pixel, mas o declarado "Android puro" já está bem modificado, talvez não pelo design em si e toda a questão da skin de fabricante, mas temos muitos serviços da Motorola instalados e isso (na minha época) se chama "bloatware", o que não condiz com o Android puro. Mas ok, ainda assim, podemos dizer que a Motorola chega mais perto talvez (apesar de acreditar que aparelhos com Android One sejam mais condizente com o chamado Android puro e várias fabricantes oferecem por aí).

      Agora, trazer dispositivos inteligentes, como Nest mini, por exemplo, está muito mais associado ao fato do Assistente do Google ser ultra utilizado no país, me parece uma estratégia muito mais interessante para a empresa, bem como a comercialização de outros produtos mais acessíveis, como o Chromecast. Os Pixels são caros demais para serem comercializados no Brasil. Tanto que o último modelo do Google que realmente foi para as vitrines das lojas foi o super acessível Nexus 5.


      • Olá Camila, sei que "algumas pessoas" torcem o nariz para certos comentários meus, mas o ser humano tem que entender e aceitar que existe o "contraditório" Senão vejamos, desde o lançamento do sistema Android no ano de 2007, a Google busca "impor" modificações no sistema (que nem sempre são uma unanimidade), bem como usar o Pixel como vitrine do que considera exemplo de sua obra prima, mas convenhamos... Definitivamente não o é ! A prova disso é a verdadeira salada que a Google pratica na escolha de quem vai fabricar seus aparelhos, que nunca seguem um padrão, e sempre recebem críticas de "quem tem janela em casa, e sabe que tem um mundo diferente lá fora" Em outras palavras, entre comprar um Pixel (pelo valor que é vendido lá fora) para poder ter a experiência de usar o Android puro, acho mais interessante (economicamente) visto que tanto eu como a maioria dos Brasileiros são assalariados, e não tem o poder aquisitivo da comunidade Europeia ou dos E.U.A. seria mais sensato optar por um aparelho da vasta gama da Motorola. Se a pessoa se incomodar com os Bloatware's, é só ir no gerenciador de App's e desinstalar o que der. E para encerrar essa linha de raciocínio, digo que quando uma empresa não enfrenta "uma concorrência de peso" ela se acomoda, e a Google está nessa condição já faz um tempinho viu ! Eu vejo que a entrada da Microsoft na mesma panela da Google (leia-se sistema Android) será um divisor de águas, pois forçará a Google a se mexer. O tempo e as circunstâncias farão a mídia mudar o foco de cima da Google.


      • Camila Rinaldi
        • Admin
        • Equipe
        há 1 mês Link para o comentário

        Assim, penso que tem muitos celulares bons no Brasil para você ter que realmente importar um Pixel. Pessoalmente, não faria isso.


      • O problema Camila é que neste país sub-desenvolvido (Brasil) temos que "se virar" com as opções que temos, pois os modelos de aparelhos que realmente reúnem fichas técnicas invejáveis, são destinadas para pessoas abonadas, e sem preocupações financeiras.

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