Google Pixel 6 tem design e processador revelados em teaser

Google Pixel 6 tem design e processador revelados em teaser

O Google surpreendeu o mercado e apresentou antecipadamente o Pixel 6 e o Pixel 6 Pro! Em seu próprio blog, a empresa revelou pela primeira vez informações detalhadas sobre os novos celulares, que parecem voltar ao segmento topo de linha. Além das cores brilhantes, a fabricante revelou detalhes sobre seu primeiro SoC e as câmeras, que pelo tamanho do módulo fotográfico, contam com sensores maiores do que nunca.

  • Google revelou informações detalhadas sobre o Pixel 6 e o Pixel 6 Pro;
  • Os dois flagships contam com um processador do próprio Google e confirmam designs vazados;
  • Informações sobre preço, ficha técnica e lançamento só estarão disponíveis na primavera.

Nos últimos meses, tivemos vários vazamentos sobre os celulares Pixel do Google, que reunimos nesta página. Entre os pontos que chamaram mais a atenção estão o design completamente diferente em comparação com o Pixel 5. O visual, no qual o Google acomoda a câmera traseira em uma faixa horizontal, foi oficialmente confirmado pela fabricante.

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Este é o visual dos novos modelos Pixel! / © Google / The Verge

O Google Pixel 6 e o Pixel 6 Pro contarão ainda com seu próprio processador. Mas não é só isso que pode ser encontrado na web sobre os novos aparelhos. A seguir, resumimos todas as informações que podem ser encontradas sobre os novos celulares Pixel.

Pixel 6 e novo 'design industrial'

Vamos começar com o novo design, que o Google chama de "Industrial Design". Com isto, o Google quer continuar com o visual do Android 12, chamado "Material You", também em seu próprio hardware. Outro ponto revelado (literalmente), é que o recorte para a câmera de selfie na tela foi movido para o centro.

No entanto, o que chama a atenção no design é a "barra da câmera" na traseira, com a qual o Google se distancia do visual de "bloco" da maioria dos fabricantes. Segundo o Google, o estilo padrão não oferece espaço suficiente para as novas lentes e sensores. Alguns jornalistas já pegaram os novos celulares Pixel em suas mãos e revelaram algumas especificações.

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O modelo Pro obtém um acabamento de qualidade ligeiramente superior. / © Google

Dieter Bohn do The Verge revelou que o Google instalará uma tela de 6,4 polegadas no Pixel 6 e uma tela de 6,7 polegadas na versão Pro. A fabricante está se despedindo do tradicional sensor de impressão digital na traseira e, como a Xiaomi, Samsung e outras, instala o leitor de digitais sob a tela AMOLED.

O Google quer dar ao modelo Pro um toque premium com uma moldura reflexiva e uma tela ligeiramente curva. Os dois modelos também diferem na cor. Bohn resume sua primeira impressão da seguinte forma: "Os celulares passam a impressão de que o Google quis apenas construir um celular Huawei topo de linha. Há vidro na parte de trás, ele parece sólido e quase não há bordas de tela".

Sistemas de câmera topo de linha

Os celulares Pixel do Google têm dominado consistentemente as primeiras posições nas melhores listas de smartphones com câmera nos últimos anos. Isto apesar do fato de que o Google tem usado o mesmo sensor principal de 12 megapixels durante anos, e no máximo acrescentou uma câmera adicional na parte traseira.

No Pixel 6 e no Pixel 6 Pro, o Google irá, pela primeira vez em muitos anos, usar configurações de câmeras que podem competir em especificações com Samsung, Apple e Xiaomi. O Pixel 6 recebe uma configuração de câmera dupla com uma lente grande angular e uma câmera ultra-angular, enquanto o modelo Pro chega com três câmeras. A configuração fotográfica, no caso do modelo top, é completada por uma câmera teleobjetiva 4x.

Ainda não consegui encontrar nenhuma amostra de fotos na web. Mas estou curioso para ver o que o Google vai conseguir com câmeras tecnicamente mais avançadas. Finalmente, o Google contará não apenas com o software de câmera a ser batido, como também com uma gama de sensores à altura.

Tensor, a grande novidade do Pixel

Talvez mais importante do que o design, temos o "Tensor" — o primeiro SoC do Google para celulares! O system-on-a-chip foi projetado pelo próprio Google e naturalmente se concentra na inteligência artificial e no aprendizado de máquinas. Além disso, há um novo chip de segurança que funciona junto com o módulo "Titan M2" do Google. Juntos, o sistema deve trazer "o maior nível de segurança entre os smartphones", de acordo com o Google.

Embora ainda faltem informações precisas sobre o Tensor, a decisão do Google de usar seu próprio processador permite que se tirem algumas conclusões. Afinal, a força do Google é e continua sendo o software, e a fabricante pode agora otimizá-lo muito melhor com um chip para chamar de seu. O YouTuber Marques Brownlee cita um exemplo interessante: a qualidade das gravações de vídeo.

No passado, os celulares Pixel sempre foram um tanto medíocres quando se tratava dos recursos de vídeo. E com o novo SoC, o Google tem agora a oportunidade de oferecer muitos dos truques de software fotográfico também em vídeos. Brownlee já viu alguns vídeos e está impressionado, apesar de algumas reservas.

Isto é possível graças a uma TPU que fica ao lado da CPU e GPU no chip — esta "unidade de processamento Tensor" é justamente o que dá nome ao chip. Em resumo, ela é responsável pela área de aprendizagem de máquinas e pelas funções de inteligência artificial.

Dieter Bohn cita como exemplo uma foto de uma criança tirada com a câmera principal do Pixel 6. A TPU reconhece que o rosto está embaçado e acrescenta informações da câmera ultra-angular à captura de imagem. Isto permite que o Google otimize a imagem final.

Conclusão e previsão: marque o lançamento em seu calendário!

Não é à toa que os sites de tecnologia ficaram em polvorosa. Afinal de contas o Google está finalmente acompanhando as tendências atuais dos celulares. Além disso, a empresa é também a desenvolvedora do sistema operacional mais usado no mundo.

Com o Pixel 6 e o Pixel 6 Pro, o Google traz um conjunto de hardware no qual os componentes centrais são fabricados por ela mesma ao seu próprio sistema operacional. Somente a Apple conta com esse mesmo nível de integração — se considerarmos que a atual versão do HarmonyOS não passa de uma personalização sobre o código-fonte do AOSP (Android Open Source Project) e as restrições impostas à Huawei para fabricar os processadores HiSilicon.

Mesmo que você não goste do novo design do Google ou não seja fã de aparelhos flagship, vale ficar de olho no lançamento na primavera. Ou você tem uma opinião diferente? Diga nos comentários!


Artigo atualizado após a revelação inicial do Google sobre os novos aparelhos em agosto de 2021. Comentários anteriores à data foram mantidos e podem se referir aos boatos anteriores publicados nesta página.

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6 Comentários

Escreva um comentário:
Todas as mudanças foram salvas. Não há rascunhos salvos no seu aparelho.
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  • Rubens Eishima
    • Equipe
    há 1 mês Link para o comentário

    Depois de ser atropelada pelos vazamentos nos últimos Pixel, o Google parece que tentou tomar as rédeas da situação.

    Os Pixel 4, 4a e 5 talvez foram os smartphones mais vazados na história...


  • Penskemen há 4 meses Link para o comentário

    Os admiradores da propalada experiência do Android puro que sonham com o Pixel 4, 5, 6 e por aí vai, tem a sua disposição aqui mesmo no Brasil, e em qualquer loja da esquina (e gastando várias centenas de Reais a menos) os aparelhos da Motorola by Lenovo. Também é de se questionar o motivo da Google só se interessar na venda da Nest Audio e o Chromecast no Brasil. Daí (no meu conceito) essa estreia do novo Pixel 6 ficará meio enevoado por aqui.


    • Camila Rinaldi
      • Admin
      • Equipe
      há 4 meses Link para o comentário

      Assim, a Motorola tenta se passar por Pixel, mas o declarado "Android puro" já está bem modificado, talvez não pelo design em si e toda a questão da skin de fabricante, mas temos muitos serviços da Motorola instalados e isso (na minha época) se chama "bloatware", o que não condiz com o Android puro. Mas ok, ainda assim, podemos dizer que a Motorola chega mais perto talvez (apesar de acreditar que aparelhos com Android One sejam mais condizente com o chamado Android puro e várias fabricantes oferecem por aí).

      Agora, trazer dispositivos inteligentes, como Nest mini, por exemplo, está muito mais associado ao fato do Assistente do Google ser ultra utilizado no país, me parece uma estratégia muito mais interessante para a empresa, bem como a comercialização de outros produtos mais acessíveis, como o Chromecast. Os Pixels são caros demais para serem comercializados no Brasil. Tanto que o último modelo do Google que realmente foi para as vitrines das lojas foi o super acessível Nexus 5.


      • Penskemen há 4 meses Link para o comentário

        Olá Camila, sei que "algumas pessoas" torcem o nariz para certos comentários meus, mas o ser humano tem que entender e aceitar que existe o "contraditório" Senão vejamos, desde o lançamento do sistema Android no ano de 2007, a Google busca "impor" modificações no sistema (que nem sempre são uma unanimidade), bem como usar o Pixel como vitrine do que considera exemplo de sua obra prima, mas convenhamos... Definitivamente não o é ! A prova disso é a verdadeira salada que a Google pratica na escolha de quem vai fabricar seus aparelhos, que nunca seguem um padrão, e sempre recebem críticas de "quem tem janela em casa, e sabe que tem um mundo diferente lá fora" Em outras palavras, entre comprar um Pixel (pelo valor que é vendido lá fora) para poder ter a experiência de usar o Android puro, acho mais interessante (economicamente) visto que tanto eu como a maioria dos Brasileiros são assalariados, e não tem o poder aquisitivo da comunidade Europeia ou dos E.U.A. seria mais sensato optar por um aparelho da vasta gama da Motorola. Se a pessoa se incomodar com os Bloatware's, é só ir no gerenciador de App's e desinstalar o que der. E para encerrar essa linha de raciocínio, digo que quando uma empresa não enfrenta "uma concorrência de peso" ela se acomoda, e a Google está nessa condição já faz um tempinho viu ! Eu vejo que a entrada da Microsoft na mesma panela da Google (leia-se sistema Android) será um divisor de águas, pois forçará a Google a se mexer. O tempo e as circunstâncias farão a mídia mudar o foco de cima da Google.


      • Camila Rinaldi
        • Admin
        • Equipe
        há 4 meses Link para o comentário

        Assim, penso que tem muitos celulares bons no Brasil para você ter que realmente importar um Pixel. Pessoalmente, não faria isso.


      • Penskemen há 4 meses Link para o comentário

        O problema Camila é que neste país sub-desenvolvido (Brasil) temos que "se virar" com as opções que temos, pois os modelos de aparelhos que realmente reúnem fichas técnicas invejáveis, são destinadas para pessoas abonadas, e sem preocupações financeiras.

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