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Celular intermediário novo ou flagship antigo: o que é melhor?

Celular intermediário novo ou flagship antigo: o que é melhor?

Com os principais celulares custando mais de R$ 5.000, comprar um lançamento topo de linha pode deixar um prejuízo enorme no limite do cartão. Mas se você esperar por um ano (ou dois) e depois comprar o aparelho dos seus sonhos? Até lá, o antigo carro-chefe já terá caído bastante de preço. Nesses casos, faz sentido comprar um flagship antigo no lugar de um smartphone intermediário relativamente novo? Bom, é isso que vamos analisar.

Vamos avaliar as principais diferenças entre os topos de linha de anos anteriores e os intermediários recém-lançados. A comparação será feita com base em alguns dos aspectos mais importantes nos celulares hoje em dia. Use os links abaixo para pular para uma seção que lhe interessar mais.

Pegue um atalho:

Tela

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Fã de telas curvas e de alta resolução? Vale a pena olhar os flagships de gerações passadas / © NextPit

Embora possam ser um ou dois anos mais antigos, a maioria dos velhos flagships quase sempre contam com uma tela de qualidade muito superior em relação à maioria dos celulares intermediários recentes. Também é quase certo que um smart top traz um painel AMOLED com alta taxa de atualização que também tem cores mais precisas. Ah, e se você prefere telas com bordas curvas, é nos flagships antigos que você encontrará mais opções.

Curiosamente, enquanto as telas AMOLED também se popularizaram em vários intermediários — com alguns até mesmo oferecendo suporte para altas taxas de atualização, eles ainda ficam para trás quando o assunto é calibração de cores. Resumindo, nem todos os painéis AMOLED são construídos da mesma forma.

Muitos celulares intermediários continuam a usar painéis LCD com alta taxa de atualização. Embora as telas LCD não sejam ruins por si só — eles normalmente falham em rivalizar com seus equivalentes AMOLED em termos de contraste e reprodução de cores.

Como se isso não bastasse, vale lembrar que os topos de linha de anos recentes já devem ser compatíveis com padrões como HDR10/Dolby Vision. Estas são coisas que a maioria dos aparelhos intermediários nem sempre oferecem — o que ajuda a manter seus custos baixos.

Vencedor: flagships antigos

Qualidade de construção

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Quem disse que os intermediários precisam parecer baratos? / © NextPit

Os celulares topo de linha tendem a oferecer uma qualidade de construção melhor do que os modelos da categoria média. No entanto, graças a expansão de marcas chinesas como Xiaomi, Oppo e Vivo, essa lacuna está se fechando rapidamente.

Um exemplo que posso citar é o do Vivo X50 Pro que testamos no ano passado. Ele é praticamente um flagship no que diz respeito à aparência geral e acabamento. Os topos de linha também se destacam por seu design premium, com traseiras de vidro que parecem mais sofisticadas. Mas quanto a isso, esteja preparado para pagar uma quantia significativa em caso de uma queda do aparelho.

Já os dispositivos intermediários, graças à sua construção em plástico, geralmente tendem a ser um pouco mais duráveis e são menos suscetíveis a quebras e, mesmo quando quebram, são muito mais baratos de consertar. Uma área na qual os flagships antigos têm melhor pontuação é quando se trata da classificação IP para proteção contra água e poeira. Mas os celulares médios estão invadindo lentamente este território nos últimos anos.

  • Vencedor: flagships antigos, mas os intermediários estão diminuindo a diferença

Câmera e qualidade de imagem

Embora não se possa negar que as câmeras dos celulares de baixo custo e intermediários tenham trazido várias melhorias nos últimos anos, o consenso é que a maioria dos smartphones médios até hoje não consegue competir contra um dispositivo topo de linha do ano anterior quando se trata da qualidade de imagem. Pode haver exceções, mas elas continuam muito longe de ser a regra no mercado de celulares.

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Topos de linha antigos são normalmente melhores em imagem do que a maioria dos novos intermediários / © Bro Crock/Shutterstock

Atualmente, as câmeras em celulares premium antigos tendem a ser melhores do que a maioria dos novos intermediários não apenas em termos de processamento de imagem e qualidade dos sensores, mas também de pontos importantes como o tipo e a qualidade das lentes e a estabilização de imagem óptica.

Meu colega Antoine também enfatizou o fato de que qualquer smartphone antigo de respeito terá uma lente teleobjetiva decente — algo que a maioria dos celulares intermediários ainda não oferece.

É provável que os flagships mais antigos também ofereçam recursos de gravação de vídeo muito melhores, juntamente com uma qualidade de imagem muito melhor em cenas com pouca luz, na comparação com os aparelhos médios mais recentes.

Vencedor: flagships antigos. Principalmente se você for rigoroso em relação à imagem, qualidade de vídeo e desempenho com pouca luz.

SoC, processador e hardwares relacionados

É fato que os celulares topo de linha geralmente contam com hardware de última geração e o melhor que o dinheiro pode comprar na época. O que você provavelmente não sabe é o quão bons estes processadores são 2 ou 3 anos após deixarem de ser o supra sumo das fichas técnicas.

Na maioria dos casos, eles continuam a oferecer um desempenho melhor do que SoCs intermediários mais novos. Por sinal, as fabricantes de processadores começaram a relançar chipsets mais antigos (com pequenas mudanças e um novo nome) e a colocá-los em novos dispositivos intermediários exatamente por este motivo.

Um exemplo recente disto são os processadores Snapdragon 860 e Snapdragon 870 da Qualcomm, que não passam de versões rebatizadas dos chips Snapdragon 855 e Snapdragon 865, respectivamente encontrados nos flagships de 2019 e 2020, com pequenas mudanças na velocidade de processamento

Portanto, sim, flagships veteranos podem facilmente vencer os SoCs intermediáros em benchmarks. Isso, no entanto, não significa que o hardware dos celulares médios sejam lentos. Para a maioria das pessoas, a diferença de desempenho entre os dois pode não ser significativa o suficiente, a menos que façam uso intensivo de processador e gráficos, em games, por exemplo.

Já os flagships, por outro lado, são mais atraentes para quem quer o melhor desempenho que o dinheiro pode comprar e estão dispostos a pagar por isso.

  • Vencedor: flagships antigos — se você REALMENTE se preocupa com o desempenho
  • Vale prestar atenção em celulares intermediários que usam versões rebatizadas de antigos chips premium (SD 860/870)

Armazenamento

Por mais surpreendente que possa parecer, os novos celulares intermediários podem ter uma ligeira vantagem sobre os topos de linha mais antigos quando se trata de armazenamento. Enquanto você pode comprar um smartphone mais antigo com até 256 GB ou 512 GB de armazenamento, não é raro que dispositivos de médio alcance também ofereçam uma opção com 128/256 GB de capacidade.

Mas o que inclina a balança um pouco a favor dos aparelhos médios é que, pagando geralmente menos, você pode (na maioria deles) expandir o armazenamento usando cartões microSD.

Por outro lado, boa parte dos flagships recentes não tem memória expansível (se bem que os Samsungs de 2019-20 ainda oferecem a opção). Os celulares intermediários reduziram ainda a vantagem dos topos de linha e agora oferecerem até mesmo em alguns casos o padrão UFS 3.0 para armazenamento interno. Somente os aparelhos premium suportam o padrão UFS 3.1.

Seja como for, o padrão UFS apresenta um salto de desempenho considerável em relação ao defasado sistema eMMC para leitura e gravação de dados, o que resulta em uma maior velocidade ao abrir aplicativos e especialmente jogos.

  • Vencedor: intermediários novos simplesmente por oferecerem mais versatilidade de expansão

Atualizações de software e sistema operacional

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As atualizações de software são importantes. Atualmente, os flagships se saem melhor. Mas e quanto ao futuro? / © TY Lim / Shutterstock.com

2021 foi um ano decisivo na história dos celulares Android — pois foi neste ano que a maior vendedora mundial de smartphones, a Samsung, fez um grande anúncio. A empresa confirmou que todos os seus princpais modelos Android da linha Galaxy receberão três anos de atualizações de software e um ano adicional de atualizações de segurança.

Este anúncio veio em um momento em que a política de atualizações de software para celulares Android era um verdadeiro caos. Basicamente, sempre que você comprava um aparelho intermediário, não havia muito o que fazer, exceto rezar para que a empresa se lembrasse de oferecer atualizações de software pelos próximos anos.

Os aparelhos topo de linha estavam livres dessa preocupação — a não ser que ele fosse um Motorola —, uma vez que o público que compra estes modelos se preocupa um pouco mais com as atualizações de software periódicas. O anúncio da Samsung marcou uma mudança nesta política e, com a líder de mercado implementando esta política, é natural que as marcas concorrentes sigam o exemplo.

Na prática, isto significa que os aparelhos intermediários no futuro possam ter a mesma vida útil de software que um topo de linha. Isto significa que, a partir de agora, se você comprar um Samsung da linha A, você terá a certeza de que receberá atualizações por mais tempo do que se tivesse comprado um carro-chefe mais antigo. Isto altera drasticamente o equilíbrio em favor dos novos aparelhos médios.

Entretanto, vale destacar que outras fabricantes ainda não se comprometeram com um ciclo de atualização. É por isso que os topos de linha antigos ganham esta rodada — embora apenas por uma pequena margem.

  • Vencedor: flagships antigos vencem. Por enquanto.

Bateria

Uma área onde a maioria dos celulares intermediários mostram uma vantagem decisiva sobre os aparelhos premium é na capacidade da bateria. Isto se deve principalmente ao fato de que os flagships tendem a ser mais finos e esbeltos. Os aparelhos médios, por outro lado, não têm essa obrigação e normalmente capricham na bateria, o que se traduz em tempos de autonomia superiores.

Para melhorar , os celulares do segmento médio também suportam tecnologias adequadas de carregamento rápido e não levam uma eternidade para carregar — mesmo com baterias enormes. Além disso, os processadores usados em neles costumam consumir menos energia e normalmente só precisam alimentar um painel FHD+ ao contrário das telas QHD+ nos aparelhos premium. Claramente, os flagships — antigos ou novos — não têm chance aqui.

Mas há uma área em que os topos de linha ganham. Grande parte dos flagships antigos são compatíveis com carregamento sem fio e alguns até oferecem recarga reversa. Enquanto isso, a maioria dos intermediários ainda não oferece sequer recarga sem fio, mas é claro que há várias exceções a esta 'regra'.

  • Vencedor: intermediário novo
  • Fique atento: se você realmente se preocupa com o carregamento sem fio, um flagship pode ser a única opção.

Celular intermediário novo contra um carro-chefe antigo: qual vence?

Como você já deve ter percebido até aqui, a decisão de comprar um flagship do ano passado no lugar de um novo intermediário (ou o contrário) deve ser tomada com base em qual é o tipo de uso pretendido.

Por exemplo, um topo de linha de um ano atrás ainda faria sentido para gamers que precisam economizar e para aqueles que querem uma melhor experiência de câmera. Também é aconselhável para as pessoas que desejam receber atualizações de software regulares por pelo menos os próximos dois anos. E, é claro, a qualidade da tela, design e acabamento em flagships antigos deve permanecer um nível acima dos dispositivos mais novos da categoria inferior.

Por outro lado, se você é alguém que ficaria satisfeito com um celular que oferece uma qualidade de imagem decente, e oferece uma excelente vida útil da bateria junto com um desempenho competente, você provavelmente estaria bem servido com um intermediário novo.

Você concorda com os pontos levantados? Caso não concorde, diga por que na seção de comentários abaixo!

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3 Comentários

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  • Jairo rios há 3 meses Link para o comentário

    Bem , se usarmos exemplo do mundo Apple em vez do Android, vale a pena pegar um gadget mais antigo, um iPhone xr da para se usar tranquilamente até 2024/25 com ele atualizado


  • Soterio Salles há 3 meses Link para o comentário

    Eu diria que também depende da marca. Comprar um top de linha que ainda tem suporte pode ser muito bom afinal desempenho sempre sobra nesse tipo de aparelho mas se for um Xiaomi por exemplo tanto faz o que você vai comprar, vai ficar sem suporte mesmo...


    • Jairo rios há 3 meses Link para o comentário

      Nem me fala em xiaomi , são uma lastima no parâmetro atualizado de OS , tive um redmi 4 prime que nunca recebeu atualização de OS e um Mi6 que recebeu uma mas toda bugada

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