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Vencedores e perdedores da semana: USB-C ganha força e Xiaomi sob suspeita

Vencedores e perdedores da semana: USB-C ganha força e Xiaomi sob suspeita

Na reta final do #techtember, o mundo da tecnologia teve algumas surpresas importantes, sem relação direta com os eventos de lançamento da semana anterior ou os que são esperados para os próximos dias. De um lado, o USB-C parece se consolidar como plugue de recarga — ainda que à força. Do outro, uma investigação levanta suspeitas sobre a Xiaomi. Bem-vindos à coluna Vencedores e Perdedores desta semana!

Ainda em meio à ressaca de lançamentos da Xiaomi e Apple e antes das aguardadas apresentações do Pixel 6 e Galaxy S21 FE, autoridades europeias garantiram que os sites de tecnologia pudessem variar seus conteúdos. Mas antes de explicarmos nossas escolhas, vamos relembrar algumas das principais notícias do mundo da tecnologia na semana que passou.

OnePlus cada vez menos independente

Após o anúncio de que a OnePlus e a Oppo iriam aumentar sua integração — “sinergia” deve ter sido a hashtag usada pelas equipes de marketing — e até mesmo afirmar que a skin Oxygen OS não seria abandonada, surpresa! As personalizações das duas marcas serão integradas já em 2022.

A notícia foi confirmada pela OnePlus, que não anunciou qual o nome do novo sistema. A boa notícia é que as fabricantes anunciaram que a nova skin será disponibilizada para alguns dos modelos já à venda.

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Ao mesmo tempo, em que tenta consolidar seu portfólio, OnePlus anunciou integração da OxygenOS com a ColorOS / © OnePlus

O anúncio sobre o futuro da marca (linha?) OnePlus confirmou um boato que já circulava há algum tempo, o de que a empresa não lançaria seu tradicional modelo “T” neste ano. O motivo é a reorganização do portfólio da marca, que terá na linha “R” as opções de “flagships de entrada” da OnePlus.

iOS/iPadOS/watchOS/tvOS lançados

Na segunda-feira (20), a Apple abriu as comportas da atualização anual de seus principais sistemas operacionais — exceto o macOS — com o lançamento das versões 15 do iOS, iPadOS e tvOS, além do watchOS 8.

Você pode conferir em detalhes as novidades dos sistemas nos links acima, mas em resumo, as novas versões aumentam a integração dos dispositivos no ecossistema Apple, incluem diversos novos recursos, melhoram as ferramentas de segurança e privacidade, além de trazer controles avançados para notificações com o sistema Foco.

Tão importante quanto tudo isso — e motivo de inveja para o meu smartphone de 2018, "preso" ao Android 10 — é o fato de que as atualizações estão disponíveis para aparelhos como o iPhone 6S (2015), iPad Air 2 (2014) e Apple Watch Series 3 (2017).

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Pensou que as notícias sobre a Apple terminaram na semana passada? / © Apple

Realme ultrapassa Huawei no 2° trimestre

Passou um pouco despercebido, mas nesta semana a consultoria Counterpoint publicou seu relatório trimestral sobre o mercado de celulares. E o destaque foi a Realme, que desbancou a conterrânea Huawei do sexto lugar no 2° trimestre de 2021.

A marca do grupo BBK teve participação de 5% do mercado de smartphones e ficou atrás das irmãs Oppo e Vivo, ambas com 10%. Somando o volume de remessas do conglomerado, a BBK ocuparia com folga o primeiro lugar, à frente da Samsung (18%), Xiaomi (16%) e Apple (15%).

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Huawei ainda ocupava a sexta colocação no primeiro trimestre / © Counterpoint Research

A ordem e as porcentagens não são muito diferentes do relatório divulgado pela Canalys em julho, que registrou apenas os cinco maiores fabricantes em volume de remessas. A segunda metade do ano tradicionalmente tem uma reviravolta nos números, influenciados pelo lançamento da nova geração do iPhone e as datas comerciais de fim de ano.

Além de comemorar a subida no ranking das fabricantes, a Realme anunciou já para outubro o lançamento de sua skin Realme UI 3.0. Indiferente à reorganização das irmãs Oppo e OnePlus e seus sistemas operacionais, a personalização já deve ser baseada no Android 12. A empresa, porém, não deu maiores detalhes sobre qual aparelho estreará a nova versão.

Vencedora da semana: uma porta para todos governar

Na quinta-feira (23) a Comissão Europeia (CE) anunciou uma proposta para padronizar os plugues de recarga em dispositivos no bloco. A diretriz propõe a adoção do conector USB Tipo-C para dispositivos portáteis, incluindo celulares, tablets, caixas de som, consoles de videogame, câmeras e fones de ouvido.

Caso seja aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu, a medida não obrigaria a Apple a aposentar o conector Lightning, mas forçaria a empresa a incluir uma entrada USB-C em seus aparelhos — alguns sites especulam se a diretriz abriria margem para o mítico “iPhone portless”, mas é melhor deixar isso para os juristas nos comentários.

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Será que isso pode antecipar um iPhone sem portas? E como ficam os fones AirPods? / © Comissão Europeia

Além da padronização do plugue nos dispositivos, a Comissão pretende estabelecer padrões de carregamento rápido — incluindo a comunicação de compatibilidade (boa sorte informar as infinitas combinações de voltagem e amperagem...) — além de determinar o fim da inclusão do carregador na embalagem de venda dos dispositivos. 

Seja como for, a proposta atual daria 24 meses para que as fabricantes se adaptem à diretriz, contados a partir da sua data de aprovação, o que pode acontecer ainda em 2022. A medida não afetaria a princípio notebooks e os próprios carregadores, neste último caso, a CE divulgou que revisará seu regulamento para alinhar as fontes de alimentação com a proposta para os dispositivos.

Atualmente, o plugue Lightning é usado em alguns dos aparelhos mais vendidos da Apple, incluindo toda a linha iPhone, iPad (9ª geração, 2021), o iPod Touch, os fones AirPods e Beats, além de diversos dispositivos de entrada (caneta, mouse, teclado, controle remoto, etc). Já a porta USB-C é encontrada nos notebooks da empresa, além das últimas gerações dos tablets iPad Pro, Air e Mini.

Perdedora da semana: Xiaomi é acusada de incluir ferramenta de censura

No começo da semana, o órgão de segurança cibernética da Lituânia, o NCSC, publicou os resultados de um estudo sobre celulares chineses vendidos no país. A investigação encontrou em um celular da Xiaomi referências a um filtro de palavras com termos políticos e religiosos, supostamente para censura em aplicativos.

A lista de palavras, segundo a investigação, é baixada automaticamente, porém não é ativada nos aparelhos vendidos na Europa (e presumivelmente outros países fora da esfera de influência do governo chinês).

A acusação vem de um país em meio a tensões diplomáticas com a China, o que pode levantar suspeitas de retaliação. Por outro lado, caso se confirme, esta não seria a primeira polêmica envolvendo recursos escondidos em celulares Xiaomi. Seja como for, a fabricante negou qualquer tipo de censura em seus aparelhos.

E neste clima de expectativa encerramos a coluna desde domingo. Você concorda com nossas escolhas desta semana? Quais são os seus vencedores e perdedores dos últimos dias? Ansioso pelos lançamentos aguardados para os próximos dias? Deixe seu comentário abaixo e até a próxima coluna!

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